É a pergunta que mais me fazem na primeira ligação. A resposta honesta: se você está se perguntando isso, já tem alguma coisa te incomodando o suficiente. Não precisa chegar no fundo do poço para pedir ajuda.
Me escreva e conversamosSou a Valéria. Há catorze anos acompanho pessoas adultas que estão atravessando alguma coisa —uma crise, uma perda, uma ansiedade que não passa, ou aquela sensação difusa de que a própria vida não termina de encaixar.
Não acredito em terapias que prometem resultado em oito sessões, nem em frases motivacionais penduradas na parede. Acredito em algo mais lento e mais honesto: um espaço onde você possa dizer em voz alta o que até agora vinha remoendo sozinho.
O meu trabalho não é te dar conselhos. É te ajudar a escutar o que você já sabe mas ainda não consegue colocar em palavras. Às vezes isso leva alguns meses; às vezes leva anos. Nunca leva oito sessões.
A gente se vê uma vez por semana, cinquenta minutos. Pode ser no consultório da Vila Madalena ou por videochamada —trabalho das duas formas e funcionam igualmente bem; a escolha costuma ser uma questão de comodidade e de horário, não de qualidade.
Não tem divã, não tem silêncio incômodo programado, não tem tarefa de casa. Tem uma conversa, com alguém treinada para escutar de outro jeito.
A primeira sessão costuma dar nervoso. É esperado: você vai contar coisas íntimas para alguém que não conhece. Não precisa preparar nada nem saber explicar direito o que está acontecendo —muitas vezes essa dificuldade de nomear é justamente o que a gente vem trabalhar.
Se ao terminar você sentir que não é comigo, vou te dizer sem problema e, se quiser, te encaminho para alguém que me pareça mais adequado. Que uma terapeuta não sirva para você não quer dizer que a terapia não sirva.
Emito recibo para você pedir reembolso no seu plano de saúde. Se o valor for um problema real, me escreva assim mesmo: guardo alguns horários com valor reduzido.
Não precisa saber explicar o que está acontecendo nem ter as coisas claras. Me conte o que der, em duas linhas. Quem responde sou eu, no mesmo dia, e a gente marca uma primeira conversa sem compromisso.